SOLIDÃO E PECADO - PECADO E SOLIDÃO (INFERNO DE DANTE)

Atualizado: Mar 30


Amamos o pecador ao mesmo que odiamos o pecado. Isso é a naturalidade da

constatação de que não somos idênticos ao que praticamos. Por mais abjeto

que sejamos em nossas escolhas, por mais desprezível que sejam as nossas

atitudes, por mais que sejamos mal vistos, por mais que erremos, ainda que

intencionalmente; sempre haverá alguém que nos amará por não relacionar os

atos ao que se é....nem nunca seremos sozinhos...

A solidão é uma realidade de fato, conquanto, ela não é total.

Sim, ela é presente, mas não perene. Imagina-se a solidão ao não se estar

com quem se quer. Entretanto, mesmo pensando que se está só, alguém está

conosco em pensamentos e anseios. Todos somos amados nas variáveis das

situações conceituais... Ninguém é realmente sozinho, ninguém conhece a

solidão na sua profundidade mórbida.

Um grande homem, o maior que a humanidade já conheceu, sentiu o pecado,

sentiu a solidão. Ainda assim amou-nos pelo que somos e não pelo que

praticamos.

Ele sentiu a dor das duas situações. O pecado nosso, conhecido por sua alma,

era amargo e, não com repulsa, mas pela tristeza do gosto ruim, ele pediu ao

Pai que lhe afastasse aquela taça. A solidão trespassou-lhe com a mesma

agonia que a lança do centurião em seus momentos derradeiros quando não

mais suportando, gritou ao Pai pelo abandono: Eli, Eli, lama sabachthani (Mt

27, 46).


Sua alma serena, até mesmo na tristeza lancinante foi saciada com a

confirmação da fé tida em nós na forma de um pedido para estar com Ele feito

por um pecador. A solidão foi aplacada. O pecado foi redimido.

O vazio de existência que temos pelo desconhecimento da conceituação de fé

faz-nos crer, apesar do natural sacrifício em forma de remissão, na

sobrenaturalidade da salvação. Erro repetido por aquilo que os homens dizem

a respeito de Deus e que conhecemos por religião, disseminada em múltiplas

formas, em variadas crenças; todas tidas como verdadeiras.

Mas são solitárias estas definições de Deus.

O pecado é condicionante à solidão. A solidão é própria da condenação.

O vácuo da nossa ignorância é procurar a premiação da salvação eterna no

doutrinamento imposto por catecismos que nos tolhem a liberdade da prática

de sermos espontaneamente o que somos: existidos com a imagem,

semelhança e erros que podem ser reconhecidos, arrependidos e remidos por

nós mesmos.

Nascemos naturalmente bons, podemos voltar a sermos bons sem que

necessariamente o medo do inferno nos leve a isso.


Por: Paulo Roberlando

Em: Notas DE Cruz

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