A OITAVA PRAGA DOS GAFANHOTOS E A NOSSA IGNORÂNCIA



É fato inconteste que a rede mundial de computadores, internet, foi e é um avanço evolução social e capacidade imedida de aprendizagens, transformando pessoas e aldeando o mundo pela instantaneidade da informação. Porém, essa evolução não se dá de forma linear pela maneira que muitos de nós preferem a idiotização e se deixar afogar no manancial inesgotável das cretinices e desinformação das redes sociais.

A chamada “praga dos gafanhotos” no vizinho país portenho é o acontecimento que mais reforça essa premissa, quando espalham-se verdadeiros besteiróis explicativos para esse fenômeno, sendo, o fundamentalista religioso, como o mais onipresente, atribuindo-se e relacionando-se pragas bíblicas e anúncio de uma volta messiânica...

As pessoas estão com preguiça de pensar e, sobretudo, questionar, posto, não existir aprendizagem onde não há contestação. Como biólogo em uma de minhas formações que sou, confesso ficar incomodado com tantas idiotices ditas a respeito dessa praga, que, afirme-se, é comum e cíclica, e se potencializa como expressão do desequilíbrio ecológico que favorece a essa explosão de insetos, resultante, entre outros; ao desaparecimento dos "controles naturais" dos gafanhotos com a redução e/ou extinção de seus naturais predadores, consistidos de pássaros, aranhas e pequenos roedores, desses, como exemplo, nosso conhecido preá.


Alie-se a isso, o fim do habitat natural desses insetos que está dando lugar à extensiva prática do agronegócio e a liberação na natureza dos agrotóxicos para controle de pragas específicas que resulta no descontrole de outra.


Tudo de fácil compreensão que dever-se-ia ser apropriado em simples pesquisa, todavia, prefere-se os devaneios atestatórios da limitação e engessamento do discernimento pelo mando das teorias da conspiração e loucuras fundamentalista religiosas. Cada vez mais dou crédito ao dito a mim pelo grande sábio Pe. Valdery: “Paulo, quando você come um peixe, você, claro, separa a carne das espinhas, assim também deve proceder em sua vida, separe o que é útil ao que não...”. Em tempo, enxergue as redes sociais como um peixe nutritivo e, ao mesmo, de pontiagudas espinhas que pode lhe engasgar pela ignorância.


Por Paulo Roberlando

Em uma manhã de quinta-feira, ainda em isolamento.

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