A FÉ E A CONVENIÊNCIA NOSSA DE CADA DIA...

Atualizado: Mar 30


Nas tantas andanças em tantos municípios ministrando aulas com personagens dos variados níveis de cognoscência, deveras aprendo mais do que ensino pelos provocados contatos mais direto e intimista com meus alunos, que, acredito, melhor fomenta a intermediação do conhecimento.

Em um destes, em conversa com uma aluna do município de Granja, que estava preparando-se para um concurso público, ouvi dela o seguinte desejo: “Se Deus quiser; eu vou passar na prova do concurso de domingo”. Indaguei-lhe se ela estava estudando com afinco os conteúdos programáticos. No que ela me respondeu: “Pior que não professor, eu não tenho muito tempo e nem paciência..., mas certamente Deus há de me ajudar! ”.

Confesso que ainda hoje estas palavras inocentes de um conceito de fé espiritual verdadeiro ainda ecoam e me condicionam a conjecturar e estabelecer um contexto que - quando alguém credita seu futuro por uma condicionalidade pessoal de Deus, penso estar-se em contrassenso ao que nossa fé nos permite aceitar - que Ele nos criou com o dom do livre arbítrio e responsáveis pelas ações que tomamos. Com efeito, o que fomos, somos e seremos, é consequência de nossas escolhas.

Confirma-se, portanto, o que se prediz no livro do Deuteronômio 30:19: “ponho diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe, pois, a vida, para que vivas com a tua posteridade [...]”.

Em tempo, a fé não é uma condicionante de conveniências confirmada por obrigações e variadas formas de penitências de se prometer para receber. Isso nada mais é do que uma tentada “barganha espiritual” que se transmuta no infundado compromissamento do “Deus me conceda... que prometo...”

Talvez, poder-se-ia evocar a certeza evangélica do “pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á” (MATEUS 7. 7) para confirmar-se que o Espírito de Deus nos escuta e atende às nossas necessidades pessoais. Sim, Deus é pai e sua misericórdia é imensurável e não existe contrapartida para se ser merecedor de sua graça. Contudo, nós é que somos responsáveis pelo que realizamos por nossa determinação, vez que, o dom da vida nos ser dado para grandes coisas e certamente o comodismo letárgico de crer-se que o futuro a Deus pertence, certamente, não é condicionante para isso, muito menos se valer de Deus para se suprir estas falhas.

Peça-se, mas se faça com que a providência do Pai possa alcançar.

Por – Paulo Roberlando

Em – Notas de Cruz

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